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Agevisa lança campanha “Não esqueça da Hanseníase” e alerta sobre necessidade de diagnóstico precoce e tratamento



O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), realizou nesta terça-feira (5), o lançamento da campanha estadual “Não esqueça da Hanseníase”, com o objetivo de chamar a atenção da população para os sintomas, cuidado e importância de diagnóstico precoce da doença.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o diagnóstico de novos casos de hanseníase no Brasil foi reduzido à metade entre 2019 e 2020. Essa redução também aconteceu em Porto Velho. Em 2019, foram diagnosticados 69 casos novos de doença. Já em 2020, foram 39, uma redução de 56,52%.

Ao contrário do que parece, essa redução não significa que as pessoas estão deixando de contrair a doença. Devido ao impacto causado pela pandemia da covid-19, muitos casos deixaram de ser diagnosticados nesse período e os infectados correm risco de desenvolver um quadro de sequelas físicas irreversíveis.

Pit-stop foi realizado para conscientizar a população sobre a doença

A campanha “Não esqueça da Hanseníase” é uma iniciativa do embaixador da Boa Vontade da Organização Mundial de Saúde (OMS) para eliminação da hanseníase no mundo, Yohei Sasakawa. O objetivo é que a hanseníase não seja esquecida em meio à pandemia de covid-19.

O planejamento estratégico das ações e promoção da campanha vai envolver capacitações dos agentes comunitários de saúde no atendimento das visitas domiciliares, realização de palestras híbridas e discussões por meio das redes sociais para o público em geral, sempre tratando da sensibilização e de difusão de informações sobre a doença.

Durante o lançamento da campanha, a assessora técnica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Annelise Soares, compartilhou com os gestores que “muitas pessoas ainda não sabem o que é a hanseníase, o que dificulta em um diagnóstico rápido. Precisamos falar sobre e nos comprometer como cidadãos e profissionais de saúde a chamar atenção das pessoas para os riscos, sintomas e tratamento”.

O coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio, reforçou quão importante é colocar essa pauta na agenda política. “Muitas doenças foram esquecidas durante a pandemia. Estamos falando de uma doença negligenciada. É preciso avançar e traçar um pacto para lembrarmos da hanseníase em nossas ações e em todas as esferas da saúde”.

O evento de lançamento contou com a presença da Miss Mundo Brasil 2021, Caroline Teixeira, apoiadora da campanha.

Um termo de cooperação foi assinado durante o lançamento da campanha para promover a conscientização sobre a doença e combate à discriminação sofrida pelas pessoas afetadas pela hanseníase.

O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, salientou que “hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito e, logo que o tratamento começa, a doença deixa de ser transmissível. É uma questão social. Essa ação de hoje é só uma de outras que virão para impulsionar a campanha”.

Termo de cooperação foi assinado pelo diretor-geral da Agevisa e pelo coordenador do Morhan

SOBRE A HANSENÍASE

Hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que afeta a pele e os nervos e com o tratamento adequado, a partir da medicação e acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades de saúde de todo país, a doença tem cura. A transmissão acontece a partir do contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento afetadas pela doença na sua forma chamada de multibacilar. A partir do início do tratamento a doença deixa de ser transmissível.

SINTOMAS

Manchas (esbranquiçadas, amarronzadas e avermelhadas) na pele com mudanças na sensibilidade à dor, térmica e tátil sensação de fisgada e formigamento ao longo do trajeto dos nervos dos membros: perda de pelos em algumas áreas e redução da transpiração, pele seca; inchaço nas mãos e nos pés; inchaço e dor nas articulações; redução da força muscular nos locais em que os nervos foram afetados; dor e espessamento dos nervos periféricos; caroços no corpo; olhos ressecados; feridas, sangramento e ressecamento no nariz, febre e mal-estar geral; feridas nas pernas e nos pés; e, nódulos avermelhados e/ou doloridos espalhados pelo corpo.

Fotos: Frank Néry
Por João Antônio Alves


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