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Carlos Sperança: Por enquanto, são apenas rumores e especulações as tais dobradinhas

Lovejoy no Paraíso
Há personalidades que já em vida vão além do ego e se tornam instituições, casos de Mahatma Gandhi, madre Teresa de Calcutá e Nelson Mandela. Cândido Rondon, Chico Mendes e Oswaldo Cruz, por exemplo, são instituições ligadas à Amazônia, sua importância e seu destino. Agora o rol de instituições amazônicas incorpora também o sábio Thomas Lovejoy, biólogo que estudou – e amou – a Amazônia como poucos.

Uma consequência da atuação de Lovejoy foi a vitória do conceito de bioeconomia. Há pouco, a diretora de sustentabilidade do banco francês BNP Paribas, Katerina Trostmann, fixou como objetivo “extrair o máximo valor possível da floresta com tecnologia de ponta sem precisar derrubá-la”. Quando Lovejoy veio, em 1965, disse que foi como ter morrido e chegado ao Paraíso. Agora que de fato morreu, aos 80 anos, deixa como nosso dever de casa manter seu Paraíso.

Em uma de suas últimas entrevistas Lovejoy deu um conselho às autoridades: além do desmatamento zero é preciso recompor a cobertura vegetal mais parecida com a original possível: “Só assim o ciclo hidrológico poderá se manter forte o bastante para sustentar o ecossistema florestal da região”. Se houver quebra, “o sensível mecanismo de manutenção do ecossistema amazônico entra em colapso e não pode mais ser recuperado por medidas de preservação”. Será o fim do Paraíso.


Só rumores
Por enquanto as coisas estão apenas em termos de rumores e especulações no que tange as dobradinhas dos candidatos ao governo em Rondônia com seus vices e postulantes ao Senado. Sabe-se que Ivo Cassol (PP) teria preferência pelo deputado federal Leo Moraes (Podemos) para vice ou para ser seu candidato ao Senado. Neste caso a mana Jaqueline tentaria mais uma vez a reeleição à Câmara dos Deputados. O ex-governador Confúcio Moura, mais catimbeiro do que centroavante argentino, já falou em Maurão de Carvalho e Ieda Chaves para vice. Mas não descartaria também Jesualdo Pires.

Eleições 2022
Na disputa por cadeiras de deputado federal –oito destinadas a Rondônia – o Cone Sul rondoniense, além dos nomes locais e regionais na peleja, terá alguns forasteiros ilustres na caça aos votos. A deputada Mariana Carvalho (PSDB) se instalou por lá, o ex-governador Daniel Pereira (Solidariedade) que teve o início da carreira em Cerejeiras também entra na parada, onde Natan Donadon (MDB), Evandro Padovani (União Brasil) e Eduardo Japonês (PV) reinavam soberanos. Ultimamente o coronel Crisóstomo também tem percorrido a região apinhada de bolsonaristas.

Os delegados
Alguns delegados são cogitados para disputar cadeiras à Câmara dos Deputados na eleição deste ano. Temos Thiago Flores, ex-prefeito de Ariquemes, Arismar Araújo, atual prefeito de Pimenta Bueno, mas outros nomes também lembrados pela militância aguerrida a direita em defesa do presidente Jair Bolsonaro como o delegado aposentado Paulo Xisto. Já, o segmento militar projeta a reeleição de Jonhy Paixão (Ji-Paraná) e do ex-deputado estadual que pleiteia a vaga do cassado Geraldo da Rondônia, Jesuíno Dantas. A área mais congestionada, no entanto, é a evangélica. Metade dos deputados estaduais se dizem evangélicos.

Impeachment
Agora já são dois pedidos e impeachment contra o governador do Acre Gladson Cameli até pouco tempo detentor de grande popularidade e favorito para a eleição de outubro no vizinho estado com seu projeto de reeleição. Os pedidos foram feitos por terceiros, sindicatos e políticos, o que mostra que a tramitação destes processos terá dificuldades na Assembleia Legislativa, onde o mandatário tem maioria com folga e o PT, seu principal adversário está em baixa depois de seguidas derrotas naquele estado, onde já teve governador, senador e o prefeito da capital, Rio Branco.

Balcão de negócios
Este negócio de pedidos de impeachments é um verdadeiro balcão de negócios. Tentativas foram feitas em Rondônia contra o governador Marcos Rocha e o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves. Tudo acabou em brisa e todo mundo sabe porque. Vereadores e deputados sempre acabam desistindo, desde que ganhem algumas benesses.

No ano passado tentaram cassar os governadores do Amazonas e de Santa Catarina – por coincidência, ambos bolsonaristas – foi passando o tempo e ambos reverteram os impasses. Geralmente os acordos são celebrados com nomeações, recursos para campanha, etc. Não tem almoço grátis na política.

Via Direta
*** Com os prefeitos precisando urgentemente de recursos para tocar suas obras, começa a cobrança do IPTU nos municípios. Porto Velho, Vilhena e outros estão dando descontos até o final de janeiro *** Aumentando tudo neste início do ano, do galão de água mineral ao preço do milheiro de tijolos. Pobre consumidor *** Poucos hotéis na capital rondoniense conseguiram se recuperar da crise provocada pela pandemia do covid 19. Muitos acabaram alugados para órgãos públicos municipais e estaduais casos dos tradicionais Hotel Vitória (Duque de Caxias) e Sumaúma (Na Av. D. Pedro II) ou para grandes sindicatos na Av. Jorge Teixeira *** A fome se espraia pela periferia. Muitas famílias pedindo ossos nos açougues para reforçar a sopa *** Poucos restaurantes trabalhando aos domingos em Porto Velho pela falta de clientela.

Sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

 

Por: Diário da Amazônia


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