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Estudo: Brasil regrediu no combate ao aquecimento global



Um relatório da organização Climate Action Tracker (CAT) publicado nesta quarta-feira (15/09) aponta que o Brasil retrocedeu no combate à emissão de gases de efeito estufa.

A CAT reclassificou as políticas e compromissos climáticos brasileiros de “insuficientes”, segundo o relatório de setembro de 2020, para “altamente insuficientes” neste último estudo. Se forem totalmente implementadas, as políticas atuais do Brasil resultariam em reduções de emissões além de suas metas, mas ainda assim apenas em linha com o aquecimento global a 3 °C.

De acordo com a organização, o Brasil também não está dando sua contribuição para a mudança climática e, para melhorar sua classificação, o país poderia, no mínimo, alinhar suas metas para 2030 com suas políticas atuais e estabelecer uma meta condicional em linha com a limitação do aquecimento a 1,5 °C, conforme previsto no Acordo de Paris.

Estudo inclui 37 países

A análise do CAT abrange o total de 37 países que perfazem 80% das emissões globais e 70% da população mundial. A organização afirma que a evolução dos governos nacionais neste assunto não é grande e salienta que é necessário que os países aumentem suas contribuições na redução das emissões.

Segundo a CAT, apenas um país – Gâmbia – é classificado como tendo uma ação climática global compatível com o Acordo de Paris de não superar os 1,5 °C de aquecimento global.

Sete nações – Costa Rica, Etiópia, Quênia, Marrocos, Nepal, Nigéria e Reino Unido – tiveram suas políticas classificadas como “quase suficientes”, quer dizer, bastando algumas melhorias para se chegar à meta fechada no Acordo de Paris.

Há nove países – incluindo a União Europeia como um todo, Alemanha, EUA, Suíça, Noruega, Japão e África do Sul – cujas medidas são insuficientes. O Brasil e outros 14 países apresentaram medidas altamente insuficientes, como Canadá, Austrália, China, Colômbia, México, Nova Zelândia e Índia.

“Particularmente preocupantes são os governos de Austrália, Brasil, Indonésia, México, Nova Zelândia, Rússia, Cingapura, Suíça e Vietnã, que não conseguiram elevar a ambição de forma alguma”, afirma o texto do relatório. “Eles apresentaram as mesmas metas ou até mesmo menos ambiciosas para 2030 do que haviam proposto em 2015. Esses países precisam repensar suas escolhas”.

Cinco países – Irã, Rússia, Arábia Saudita, Cingapura e Tailândia – têm situação “criticamente insuficiente”, com lacunas profundas na ação climática.

“UE deu grandes passos”

Sobre a União Europeia, a CAT reconhece que foram dados “grandes passos” na mitigação dos efeitos climáticos, com a aprovação do chamado Acordo Verde e da Lei do Clima, ou com o reforço do objetivo de redução de emissões de 55% até 2030.

Mas a organização avisa que é preciso acelerar a eliminação gradual do carvão, aumentar o financiamento da ação climática no estrangeiro, e ir além da redução de 55% aumentando, por exemplo, as energias renováveis e a eficiência energética.

“A UE também precisa assegurar que as medidas de política climática adotadas em Bruxelas sejam aplicadas pelos Estados-membros. Até agora, a ação em cada Estado membro tende a variar, e muitos deles ainda não aplicaram medidas suficientes para cumprir os objetivos a nível da UE”, disse a organização. (Deustche Welle)


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