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Marinha e PM fazem operação no Rio Madeira em Rondônia contra dragas clandestinas

Marinha e Polícia Militar (RO) realizam fiscalizações em dragas no Rio Madeira em Rondônia desde a última terça-feira (23). O patrulhamento é feito em áreas garimpo com objetivo de prevenir crimes ambientais, tráfico de drogas e até prostituição de menores de idade.

Segundo a Polícia Militar, o patrulhamento se concentra nas áreas onde fica o maior grupo de garimpeiros no Rio Madeira em Rondônia. O major PM Adenilson Silva Chagas, comandante do 1° Batalhão, diz que “as abordagens são feitas dentro do que preveem as diretrizes da PM”.


Ainda de acordo com o comandante do batalhão, diversas operações ocorreram na região. Que resultaram na prisão de foragidos da justiça, além da apreensão de drogas.

Também aconteceram prisões por favorecimento à prostituição de pessoas vulneráveis, inclusive menores de idade.“Estamos cumprindo com o nosso dever de policiar áreas suspeitas de crimes, não só na cidade, mas nas áreas urbanas, rurais e fluviais”, disse o major Adenilson.

A Marinha do Brasil solicitou ao 1º Batalhão o apoio à fiscalização e desobstrução do canal navegável do Rio Madeira, já que as dragas dificultam o deslocamento de outras embarcações no local.

A Polícia Militar e a Marinha do Brasil informaram que a ação conjunta tem alcançando os objetivos, como a retirada de circulação de criminosos procurados pela Justiça e combate ao tráfico de drogas.

De acordo com a Marinha, em uma das fiscalizações, antes do apoio da PM, chegou a ser recebida a tiros no local.

Um grupo de garimpeiros que atuam de forma clandestina no Rio Madeira, próximo a Porto Velho, disseram que a polícia ameaçou prender, tocar fogo e afundar as balsas das pessoas que não se retirassem do local.

Garimpeiros organizam emboscada
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os garimpeiros que estão há dias ancorados com balsas ilegais no trecho do Rio Madeira em frente à Vila de Rosarinho, uma comunidade de Autazes (AM), planejam reagir a abordagens.

Áudios obtidos pelo jornal mostram que parte do grupo defende que alguns deles façam tocaias na floresta para surpreender agentes de fiscalização em caso de abordagem. A ideia é “largar bala” na polícia.

“Meu amigo, se você for contar, tem mais garimpeiro que polícia em todo canto, entendeu? Se vocês ficarem entocados dentro de uma mata dessa aí, um lá na ponta, outro aqui. Se eles começarem, vocês largam bala, entendeu? Deixa a balsa bem pertinho da beira e larga bala”, diz um deles.

Foi montada uma grande força-tarefa entre a Polícia Federal e agentes das Forças Armadas e do Ibama para se deslocar à região. Na última quinta-feira (25), o vice-presidente Hamilton Mourão disse que há indícios de que o grupo de garimpeiros tem ligações com o narcotráfico, que há anos utiliza rotas do Norte do País para o escoamento de drogas.

Invasão de dragas
Ainda não há números precisos sobre a quantidade de balsas que estão na região. No início, falava-se em cerca de 600 balsas. Imagens aéreas permitem contabilizar pelo menos 300 embarcações clandestinas paradas no mesmo ponto.

Por lei, trata-se de embarcações clandestinas, sem licença para operar e que devem ser apreendidas. Cada equipamento é avaliado em cerca de R$ 50 mil, mas esse valor oscila conforme o custo de todo o sistema embarcado para sugar o leito do rio em busca de ouro e fazer a sua separação.

Estratégia
Ao Estadão, o delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva, que atuou por dez anos à frente da PF na região amazônica, disse que a melhor estratégia para impedir o avanço das centenas de balsas de garimpo ilegal seria o corte de suprimentos usados pelos equipamentos.

Diário da Amazônia


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