Sexta-feira, 03 de maio de 2024



Mesmo com ordem de serviço assinada há 1 mês, 429 segue precária

Há exatamente 30 dias atrás, portanto em 02 de junho, em São Miguel do Guaporé, era assinada a ordem de serviço para inicio da obra de recuperação de um dos trechos licitados da BR-429 que interliga os municípios da Região do Vale do Guaporé. Contudo, até o momento, nenhuma parte considerável do serviço foi realizada. A situação preocupante foi constatada pelo Senador Acir Gurgacz (PDT) que esteve na região nesta última quinta-feira (01).

Além de visitar a região do Vale do Guaporé, o senador Acir também esteve em Rolim de Moura ouvindo demandas da cidade.
Além de visitar a região do Vale do Guaporé, o senador Acir também esteve em Rolim de Moura ouvindo demandas da cidade.

A primeira parte dos serviços de manutenção e recuperação na BR-429 serão realizados pela empresa LCM Construção e Comércio, vencedora da licitação aberta pelo DNIT. O investimento será de R$ 44 milhões e o término do contrato está previsto para julho de 2024.

“Há uma necessidade de urgência no inicio dessa obra de recuperação porque os produtores da região, assim como as pessoas que necessitam da via para trafegar, ficam prejudicados, primeiro com a demora, depois com os riscos de acidentes, assim como com o encarecimento do transporte. A obra já deveria estar acontecendo há um mês e até agora, quase nada foi feito. Vamos fazer cobranças, pois, essa situação não pode continuar. A parte mais difícil de fazer era conseguir recursos, fazer a licitação, contratar uma empresa e dar a ordem de serviço, o que já foi feito. Agora as pessoas precisam ver o problema ser resolvido”, declarou o senador.

As obras englobam uma extensão de 157 km, no trecho compreendido entre o Km 41 e Km 198, vai da cidade de Presidente Médici até Seringueiras. Essa parte da rodovia é a que se encontra em pior estado e por isso concentrará a maior parte dos trabalhos de reconstruções pontuais.

O deputado Ismael Crispim (PSB), que é de São Miguel do Guaporé, disse que até o momento o que foi feito, foi apenas “tapa-buracos com terra, e que isso não resolve”. Se continuar dessa forma, segundo deputado, “vai passar o verão amazônico e, quando voltar as chuvas, fica difícil realizar o serviço, aí as pessoas ficam no prejuízo por mais um tempo”. Crispim ainda acrescentou que como deputado estadual tem força diminuta para obras federais e que está muito satisfeito que o senador Acir esteja sensibilizado com a questão porque pode, na esfera federal, ser mais incisivo.

DIÁRIO DA AMAZÔNIA


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